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Eu tento encontrar algo que está perdido
Quem sabe no espaço sideral
Eu tento tocar naquelas coisas mais intocáveis
Sentir o prazer do primeiro gozo sensorial

Mas, o sensorial seria relativo ao desejo desejante
Daquela vontade de não parar de sentir o prazer?

Eu tento não encontrar dúvidas e sim certezas
Para cada momento sentido ao mesmo tempo
eviscerado

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O não querer mais

Eu tenho medo dos meus impulsos

Das minhas reações

Eu tenho medo do outro

Este outro sou eu

Ou o próprio outro

Eu tenho medo do que possa fazer comigo mesma

Desistir, pular do quinto andar

Ou, sei lá

Apenas desistir

Pensar que a vida não vale mais

As cores perderam o seu brilho

O sabor da comida ficou amarga

O amor virou ódio

O simples da vida

Ficou complexo demais

Desistir é sempre a melhor solução

E covardes são aqueles

Que não assumem os seus reais desejos

No momento, o meu

É simplesmente desistir

E existem diversas formas de desistir!!!

Eu estava indo ao relento

Tentando juntar os meus caquinhos

Que ainda me restam

Na aurora de um vendaval

Que sofreguidão

Sem dramatização

Porque o palco é a vida

Sentimentos sórdidos

Muito raivosos

Pra não dizer

Angustiados

Mais uma vez

Eu caí da corda bamba

Contorci os meus sentidos

Me entreguei ao desespero

As notas de Kreutzer

Buscando sublimar

Acalmar os meus sentidos

Se é que eles ainda existam

E o Bethoven?

Ele também sublima?

Um pouco mais de sonata

Uma dança para acalmar

Processo catártico

Violino para se inspirar

Um pouco mais de sublimação

E, novamente, na corda bamba

Soneto do sublime

Eu estou me deva indo ao relento

Tentando juntar os meus caquinhos

Que ainda me restam

Na aurora de um vendaval

Que sofriguidão

Sem dramatização

Porque o palco é a vida

Sentimentos sórtidos

Muito raivosos

Pra não dizer

Angustiados

Mais uma vez

Eu caí da corda bamba

Contorci os meus sentidos

Me entreguei ao desespero

As notas de Kreutzer

Buscando sublimar

Acalmar os meus sentidos

Se é que eles ainda existam

E o Bethoven?

Ele também sublima?

Um pouco mais de sonata

Uma dança para acalmar

Processo catártico

Violino para se inspirar

Um pouco mais de sublimação

E, novamente, na corda bamba

Menininha

Menininha na beira do rio

Escuta o canto do sabiá

Chora a morte do cachorrinho

E a mãe te abandonar

Cadê o pai da menininha

Está no bar a beber e roubar

Menininha abandonada está

Menininha abandonada está

Menininha abandonada está

Menininha caminhando no mato

Esperando o sol raiar

Se encostando na sombra da árvore

Dormindo até o galo cantar

Menininha abandonada está

Menininha abandonada está…

Amor ao luar

Eu quero um amor

Do jeito que estou

Dançando na chuva

Cantando ao luar

Eu sou seu amor

Que canta canções

Falando de amor

Dançando ao luar

Estribilho

Danço ao luar

Falando de amor (2 vezes)

Eu quero um amor

Do jeito que estou

Dançando na chuva

Cantando ao luar

Eu sou seu amor

Que canta canções

Falando de amor

Dançando ao luar

Sentido da vida

Me explique o sentido da vida

E o ódio, a ganância e o valor

Se já me perdi nas mentiras

Eu sei que enfrentei com a dor

A dor, quem precisa viver ?

Seria melhor evitar

Quem dera poder existir

A luz que preciso encontrar

Prefiro andar por aí

Deixar a tristeza pra la

Mas não foi tão simples assim

Pois sei que terei de encarar

Às vezes, eu me desespero

E como é

Tão fácil, tão simples julgar

Se hoje estou tão feliz

A estrada foi o máximo encarar

Eu quero um penhasco

A atravessar

Eu quero uma esperança

A abraçar

Eu quero um desejo

A desejar

Um amor a vida toda

A amar

Viver, amar, desejar, viver, amar, desejar!!

Leandro Batista e Marina de Andrade

2 de Junho de 2010