Arte, criarte amarte, pensarte, apaixonarte, linguarte, brincarte
Brincar com as palavras, criar as palavras
Inventar as palavras, inventar um novo viver
Novas formas de pensar, de amar, de falar, de pegar, de tocar, de saborear
De Te olhar, de te acariciar
Toc, toc, toc, toc, é o acorde do violão
Toc, toc, toc, toc, é o canto do meu Paco
Toc, toc, toc, toc, é a batida na minha porta
Toc, toc, toc, toc, é o compasso do meu passo
Toc, toc, toc, toc, é o Prúmmmmmmmmmmmmmmm do motor
As palavras são ditas ao ar quando se dá o sentido a vida
A alma é percebida quando a vida é tocada
O sofrer de cada instante no segundo dá-se na atmosfera ao redor sim
Porque é aqui, na Terra que vivemos, na circunferência que Galileu comprovou a nossa existência
E respiramos este gás poluído que o homem fuma poluído
É aqui que amamos este amor desencontrado que o homem odeia desamado
É no canto esquerdo que refugimos
É no canto direito que dormidos
Quanto “ex” ai, ai…
Toc, toc, é a batida do coração
Toc, toc, é a batida do carro
Toc, toc, é a batida do relógio
As palavras sempre perdem o seu sentido
Nunca encontram um sentido, sem encontram, o sentido já era
As palavras, nunca são as palavras e sim, apenas palavras
Porque palavras, sempre são palavras, apenas palavras
Carregadas de verbos e os verbos nem sempre têm lá os seus sentidos
Dentro de uma existência lógica matemática
Toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc… quem é?